
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Loucura social

Hoje, durante a minha leitura diária, surgiu-me uma dúvida: qual o significado de "louco"? O que é ser-se louco?
Resolvi, então, ir vasculhar o dicionário e lá podia ler-se:
"louco
1. que perdeu a razão; doido; alienado; demente.
2. insensato; imprudente; doidivanas".Mas será esta uma justificação "completa"? Quando um Ser apaixonado pronuncia "sou louco por ti" significa que essa pessoa é demente? Que perdeu a razão? Não tem lógica! Ou será que ao proferir tais palavras ele/ela é uma pessoa imprudente? Não creio. Contudo, após mais uns minutos de leitura, o livro deu-me uma resposta. Pode até não ser A resposta, mas parece ser a mais coerente: "Louco é quem vive no seu próprio mundo."
Agora pergunto-me: Loucos... não o seremos todos nós?
Loira
sábado, 13 de dezembro de 2008
Things
"Porque foste na vida
A última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu
Sem eu saber sequer
Porque és o meu homem
E eu tua mulher
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma
Como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser"
Loira
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

The open wound she hides
She just keeps it bundled up
And never lets it show
She can't take much more of this
But she can't let it go
And that's ok..
She don't want the world
And all the things she says
He's just lying there without someone to hear her cry
She slips off into a dream about a place to hide
And that's ok.. She don't want the world
This love she feels
Everything she's havent known or ever thought was real
Seems like it's been thrown away
Now how she gonna live
It's ok.. She don't want the world
Those words she never spoke
Hold a life of memories of all the times before
She tried to show him love
While he would only ask for more
But its ok.. She don't want the world
Softly in her sleep
Pictures of the life she's born in forcelly appear
She has seen them all before
But somehow never quite this clear
She just smiles.. She don't want the world
This love she feels
Everything she's havent known or ever thought was real
Seems like it's been thrown away now how she's gonna live
It's ok.. She don't want the world
A brand new morning shines
She wakes up alone again
This time to face the day
She just wears this time to make it
As she simply walks away
And it's ok.. She don't want the world
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Confidências
"Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso!"
Fernando Pessoa (ortónimo)
Loira
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso!"
Fernando Pessoa (ortónimo)
Loira
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Celulite. Eles não gostam? Azarucho! Todos os dias ao sair de casa dou de caras com um anúncio que me deixa logo mal disposta até aí às três da tarde. É da clínica Persona e tem esta brilhante tirada publicitária: 'os homens não gostam de celulite'. É que, de facto, era este o argumento que me faltava para eu pôr fim à celulite que se instalou no meu rabo sem qualquer espécie de permissão. Eu até gosto de ter celulite, adoro! Faço os possíveis por ter sempre mais e mais... ah, mas espera lá, se os homens não gostam, então eu vou já pagar um tratamento de 3.000 euros na Persona para ficar sem celulite!! A sério, senhores que fizeram esta campanha, acham mesmo que este tipo de terror psicológico barato faz efeito numa mulher??? Se o anúncio dissesse 'mulheres com celulite não entram na Zara', aí sim, era ver-me a correr para a Persona, primeiras, primeiras! Agora, 'vejam lá se tratam disso que os homens não gostam', temos pena, mas não pega! Se formos a ver, também há muita coisa que as gajas não gostam, e nem por isso espalhamos outdoors gigantescos pela cidade. Sim, porque senão já estou a imaginar os possíveis anúncios: - ELAS não gostam de pilas pequenas; - ELAS não gostam de pêlos a mais; - ELAS não gostam do resultado de 'campeonato nacional+liga dos campeões+taça uefa+taça de Portugal'; - ELAS não gostam de sexo oral sofrível e insuficiente; - ELAS não gostam que cocem os tomates (muito menos em público); - ELAS não gostam (nem acham sexy) as barrigas de cerveja; - ELAS não gostam de tampas da sanita levantadas; - ELAS não gostam de ejaculação precoce; - ELAS não gostam que cortem as unhas dos pés em cima da mesa da sala; - ELAS não gostam de mãozinhas sapudas (e pouco hábeis); - ELAS não gostam das amigas deles e das ex-namoradas, essas, nem falar; - ELAS não gostam de slips nem de boxers com ursinhos; - ELAS não gostam de atrasados emocionais; Se os homens deste País se deparassem com estas publicidades, tentariam resolver algumas das questões apontadas? Não, pois não? Então deixem lá mas é a nossa celulitezinha sossegada e não nos obriguem a andar com uma régua na mala! Tenho dito. Autora desconhecida' (mas muito esclarecidinha benza-a Deus nosso senhor - ou vosso, ou seja lá de quem for)
segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"Esse sobre mim ...
És uma pessoa muito fechada, mas com muito amor para dar. Com o coração apertado e de tão apertado fica pequenino não é? Tão pequenina mas com uma enorme de vontade de mudar o "mundo" que está à tua volta ... mesmo que o "mundo" não queira. És uma força da natureza. Lutas quando já todas as pessoas teriam voltado as costas. Amas de coração, sofres em silêncio mas andas mesmo assim com um sorriso.
Por isto e muito mais podes voltar a por no "sobre mim" que és enorme!
Porque tu realmente és enorme!"
Morena
domingo, 16 de novembro de 2008

"...um dia pressenti a música estelar das pedras
abandonei-me ao silêncio...
é lentíssimo este amor progredindo com o bater do coração
não, não preciso mais de mim
possuo a doença dos espaços incomensuráveis
e os secretos poços dos nómadas
ascendo ao conhecimento pleno do meu deserto
deixei de estar disponível, perdoa-me
se cultivo regularmente a saudade do meu próprio corpo."
Al Berto
Loira
sábado, 15 de novembro de 2008
Em (auto-) construção...

Que sociedade é esta?
Tu que és membro integrante dela, o que pensas quando passas na rua e olhas em teu redor?
O que queres fazer quando passas por um sem-abrigo e baixas o olhar?
Escondes-te.
O que fazes todos os dias quando sais de casa e decides dar um "passeio" ao centro comercial?
Sociedade consumista, egoísta, fraca. Medricas.
O que esperas durante um velório? Rezar pela alma do coitado que já é defunto? Esperas a encomendação da sua alma enquanto falas de vidas alheias?
Sociedade esta do fazer só porque parece bem!
Sociedade que discrimina, marginaliza, enfeitiça.
Sociedade do porque sim e do porque não. Sociedade sem justificação, sem nexo.
Sociedade falsa.
(...)
Loira
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008

"Ao longo das semanas e dos meses, fora ela a intolerante, a guardiã silenciosa da sua amizade em ruínas, a conservadora do desgosto comum."
"E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade."
"Faz parte ser um pouco perdido, faz parte começar outra vez...faz parte ir atras dos sentidos e voar a sentir o mundo na ponta dos pés!"
Morena
sábado, 18 de outubro de 2008
Põe essa mente a trabalhar, se tens a média vais ter que te lembrar,
que uma velha,a trabalhar no duro
GRITOU
Biomédica é o curso do futuro!
e bebe, bebe
em overdose, a biomédica faz produtos pa cirrose
Se te aumentarem a pulsaçao, a biomédica faz.te um novo coraçao
Nós procuramos proteinas essenciais
O ADN altera até os teus genitais
Somos um curso, genial, com a maior potencia sexual
e pra acabar esta bela poesia
VAMOS GRITAR TODOS JUNTOS EM HARMONIA
que biomédica é O curso
E TUDO O RESTO, TUDO O RESTO È O RECURSO.
=D
Morena
que uma velha,a trabalhar no duro
GRITOU
Biomédica é o curso do futuro!
e bebe, bebe
em overdose, a biomédica faz produtos pa cirrose
Se te aumentarem a pulsaçao, a biomédica faz.te um novo coraçao
Nós procuramos proteinas essenciais
O ADN altera até os teus genitais
Somos um curso, genial, com a maior potencia sexual
e pra acabar esta bela poesia
VAMOS GRITAR TODOS JUNTOS EM HARMONIA
que biomédica é O curso
E TUDO O RESTO, TUDO O RESTO È O RECURSO.
=D
Morena
domingo, 21 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
(Re)encontrar-te
domingo, 7 de setembro de 2008

"Diluis-te no cinzento ou em outra cor qualquer. Deixas-te ficar com um sabor amargo nos lábios, como se nunca tivesses beijado o amor. Deixas que saia de ti a tua essência sem que, de ti, exale o teu perfume irrepetível.
Deixas-te ficar à espera, como se esperar fosse tudo o que sabes e queres fazer, tudo o que toda a gente faz à tua volta. Olhas para uma luz que já não brilha, que nunca brilhou. Contempla-la como se estivesses frente a uma epifania redentora.
Vives como se esperasses pouco mais que nada, talvez a terra húmida por cima da tua pele nua, como uma consolação, como o caloroso regresso à casa que nunca tiveste.
Não dizes de ti nem sequer que gostas que olhem para ti, que vejam o negro fundo dos teus olhos, o natural desalinho dos teus cabelos, o teu corpo delicado.
Esperas, apenas, como se esperasses uma revolução, uma metamorfose, um beijo qualquer desde que te desperte, que não te faça sentir como uma ferida que não pode, não quer, nem sabe sarar.
Como se nunca fosse tarde demais, esperas."
Morena
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Do outro lado

Levanto-me e caminho, cambaleante.
"Para onde?" - Perguntas.
Não sei.
Sem rumo, vou.
Sinto o peso da responsabilidade que me atira contra o chão. Deixei de ser criança?
E se a rota que desenho for indício disso mesmo: de que cresci? E se no final dessa rota encontrar um mundo de dúvidas, hesitações e escolhas (irreversíveis)?
Então não quero ir!
Não quero deixar o chão imaculado do meu mundo colorido.
Não quero deixar de ser criança.
Ahhhh! Poder sonhar como sonham as crianças. Poder rir como riem as crianças. Poder brincar e brincar.
Não vou. Tenho medo.
Loira
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Voo...
terça-feira, 29 de julho de 2008
Basta existir
Depois de viajar pelos quatro cantos redondos do mundo é "aqui" que a vida acontece. Esteja onde estiver...
Basta existir!
Loira
sábado, 19 de julho de 2008
Parabéns, Amigo.
A ti que sempre tiveste o poder para consertar o mundo, o meu mundo. Que com o poder da palavra voltavas a endireitar-me e a colocar-me no meu caminho.
A ti, que com paciência soubeste ouvir-me.
A ti, que desafiavas as leis da física e as minhas próprias leis.
A ti, que comigo rias, até de nós mesmos.
A ti que me ajudavas a alcançar a sabedoria através da tua perspicácia.
A ti que me impulsionaste às mais difíceis tarefas. Que me mostraste a voz da razão, a tua voz, numa realidade por vezes dura, cinzenta. Eu seguia-te.
A ti, que juntos construímos planos loucos, onde a amizade (verdadeira) imperava. Transmitia-se pela vontade das nossas presenças.
A ti alma em sintonia.
A ti, Amigo de todas as horas, de tantas conversas, de espaços mudos e presentes.
Amigo de tantas histórias, tantos livros, tantas páginas escritas e tantas mais em branco, prontinhas a escrever. Nós. Ambos.
Vemo-nos depois. Até logo.
P.S. [Parabéns, Amigo.]
Loira
P.S. [Parabéns, Amigo.]
Loira
My sweet prince

Never thought you'd make me perspire
Never thought I'd do you the same
Never thought I'd fill with desire
Never thought I'd feel so ashamed
Me and the dragon can chase all the pain away
So before I end my day, remember
My sweet prince, you are the one
My sweet prince, you are the one
Never thought I'd have to retire
Never thought I'd have to abstain
Never thought all this could backfire
Close up the hole in my vain
Me and my valuable friend
Can fix all the pain away
So before I end my day, remember
My sweet prince, you are the one
My sweet prince, you are the one
You are the one, you are the one
You are the one, you are the one
Never thought I'd get any higher
Never thought you'd fuck with my brain
Never thought all this could expire
Never thought you'd go break the chain
Me and you, baby
Still flush all the pain away
So before I end my day, remember
My sweet prince, you are the one
My sweet prince, you are the one
You are the one, you are the one
You are the one, you are the one
You are the one, you are the one
You are the one, you are the one
My sweet prince
My sweet prince
My sweet prince, Placebo
Loira
terça-feira, 15 de julho de 2008
Uma vez mais

"Existe também a hipótese de fazeres parte de um cardume vigilante, numa assembleia de aguaceiros nos dias em que a corrente é mais forte. Nessas ocasiões, o mar fica diferente, mais ofegante. É como se reflectisse uma fuga imberbe do fundo das águas, agigantando-se nos suspiros do cambalear da noite. E em mim aperta-se a vontade de te escamar. Até chegar ao tutano. Até chegar a ti, só uma vez mais."
Loira
segunda-feira, 7 de julho de 2008

Era tudo quando ela me dizia, "Benvindo a casa", numa voz bem calma Acabado de entrar, pensava como reconforta a almanunca tão poucas palavras tiveram tanto significadoe de repente era assim, do nada, como um ser iluminado -e tudo fazia sentido, respirar fazia sentido, andar fazia
sentido,
todo o pequeno pormenor em pensamento perdido era isto que
realmente importava,
não qualquer outro tipo de gratificação Não o que se
ganhava não o bem que dizem
de nós não, não, nãoum novo carro, uma boa
poupança, nem sequer a família, ou a
tal aliança - nada...Apenas duas
palavras, um artigo, formavam a resposta
universalA minha pedra filosofal
Seguia para dentro do nosso pequeno universo
Um pouco disperso - pronto,
dísponivel para ser submersoNaquele mar de
temperatura amena que a minha
pequena abria para mim sempre tranquila e
serenaTento ter a força para levar
o que é meu Sei que às vezes vai também um
pouco de nósDevo concordar que
às vezes falta-nos a razãoMas nego que há
razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta, eu acredito em tiEstar
contigo é estar com o que julgas
melhorNunca vamos ter o amor a rir para nós
Quando queremos nós ter um
sorriso maiorBem-vindo a casa dizia quando saia de
dentro delaO bonito
paradoxo inventado por aquela dama belaEm dias que o tempo
parou, gravou
dançou, não tou capaz de ir atrás, mas vou porque sou trapalhão,
perdi a
chave, nem sei bem o caminho nestes dias difusos em que ando sozinho e
definho à procura de uma casa nova do caixão até a cova o percurso é duro em
toda a linha, sempre à provaTento ter a força para levar o que é meu Sei
que às
vezes vai também um pouco de nósDevo concordar que às vezes
falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sósVem
fazer de conta, eu
acredito em tiEstar contigo é estar com o que julgas
melhor Nunca vamos ter o
amor a rir para nósQuando queremos nós ter um
sorriso maior Por isso escrevo na
esperança que ela ouça o meu pedido de
desculpas, deSocorro, de abrigo não
consigo ver uma razão para continuar a
viver sem a felicidade do meu lar da
minha casa, doce casa, já ouviram
falar?É o refúgio de uma mulher que deus
ousou criar Com o simples e unico
propósito de me abrigar Não vejo a hora de
voltar lá para dentro, faz frio
cá fora Faz tanto frio cá fora que eu já não
vejo a hora...Tento ter a força
para levar o que é meu Sei que às vezes vai
também um pouco de nósDevo
concordar que às vezes falta-nos a razãoMas nego
que há razões para nos
sentirmos tão sósVem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar
com o que julgas melhorNunca vamos ter o amor a rir para
nósQuando
queremos nós ter um sorriso maiorDa WeaselMorena!
Enorme vontade de ser eu

Há que sermos nós, e acarretarmos com as consequencias disso.
Hoje, quero ser eu, e não o que é suposto ser. Auto descubrir.me. ser eu, e finalmente assumir as consequencias disso.
Não o que é suposto eu ser por isto ou por aquilo, não! o que sou, o que me faz, a matéria de que sou feita. Não há tempo para sermos outras pessoas. por nós...
Apredemos entao que temos que perdoar e esquecer
Aprendemos que precisamos dos outros
e tudo isto, por nós! Não que sejamos egoistas, tratasse de sobrevivencia. Ao amarmo.nos, por nós, vamos amar excessivamente mais ou outros.
Assim, amamos ou outros por nós, mas amamos a eles, prova que não é puro egoismo. é isto, dá uma vontade enorme de ser só eu, mais nada, quando tudo o que vale é nós.
Sabemos o que somos, tenta-mos esconder e ficamos encobertos e por vezes com duvidas se seremos de facto aquilo, mas somos, com mudanças, mas somos nos.
e sou só isto: eu, nada!
Morena
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Lume, fogo.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
I didn't... we did, we do... yet
domingo, 15 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Descontrolo, arrepios
Gritos. Acomodação, controlo.
Prazer. Desejo.
Tristeza,
Desgosto. Calma.
Amor.
Loucura. Repetição...
Tudo...
por ti!
Loira
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Diferentes

"O mundo é aquilo que os sentidos apresentam.
O mundo é, portanto, o que queremos que seja
Subordinando os sentidos aos desejos.
Seria delirante.
A realidade como o delírio de cada um.
Realidades.
É mais correcto o plural.
A pluridade das percepções é, no entanto, nivelada
Pelos padrões pelos quais nos formatam.
Esta pluralidade tende portanto para o singular,
Para o uniforme.
Chamam-lhe depois normalidade.
Não gosto de usar uniforme.
Ter um formato é aceitável
Mas não me apetece ser formatado.
Saír de um formato, porém,
É como perder o abrigo.
Desabrigados ficamos sujeitos
Ao temporal dos julgamentos intolerantes
Das leis da maioria.
Uma maioria não torna verdade uma mentira
Mas uma maioria pode privar-nos da liberdade,
Pode com credibilidade colocar-nos na lista
Das anormalidades.
Diferença.
Necessito dessa diferença para ser e para estar.
Como posso desfilar sob o arco-íris
Se não me identifico com essas cores?O meu espectro luminoso tem frequências a mais."
riem de mim porque eu sou diferente, eu rio de vocês porque são todos iguais
Morena
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Sobre o crime

"O crime é sermos demasiado pequenos ou demasiado grandes, é trairmos as nossas vontades, é esquecer quem somos e o que fazemos. O crime é esquecer a maldade, a doença e a fome. O crime é vestirmos seda sobre corpos de pedra, é virarmos a cara para não ver. O crime é também não chorar, não sofrer, não ter medo de morrer, de deixar morrer."
Olga Roriz
Loira
quarta-feira, 14 de maio de 2008
vestígios de Paixão

"A cidade está deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga, ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doença
Quando nele julgamos ver a nossa cura..."
"Ouvi dizer", Ornatos Violeta
Loira
domingo, 11 de maio de 2008

"Observo os teus olhos... secos, já vazios de lágrimas gastas, de lágrimas perdidas num tempo ...vazio... perdidas em busca de alguém que não existia fora da tua imaginação... fora desse teu desejo imenso de ser feliz, de ter alguém que te ame… Regressas cambaleante do pequeno desvio onde te encontravas para o teu caminho, ainda a pensar no que perdeste... de ganhar…? de ser feliz…? de sentir paixão...? Quando provavelmente devias era pensar no que ganhaste por nunca te teres perdido para alguém que não existe e que nem te vê...
Como eu."
Morena
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Cativas-me...
quinta-feira, 8 de maio de 2008
preciso de ti

"Preciso de ti. Por nenhuma razão em especial. Apenas por tudo, apenas por nada. Preciso desse sorriso, que se te acende no rosto e me ilumina os dias. Preciso de me encontrar no brilho dos teus olhos faroleiros que me fazem rumar ao cais onde te escondes. Preciso de ti… de deitar a cabeça no teu peito e ouvir o tic tac de um coração que trabalha com a precisão de um relógio suíço. Preciso de te ouvir gemer baixinho o meu nome em doces ecos surdos. Quero adormecer no teu colo e repousar em ti este permanente cansaço. Preciso de ti… porque a minha alma já não me pertence, abandonou-me e habita descaradamente na tua. Preciso que abandones todos os medos e dúvidas e que te deites ao meu lado, que me abraces de forma carinhosa e protectora. E amanhã, quando eu acordar… preciso que estejas exactamente no mesmo sítio."
Morena
domingo, 27 de abril de 2008
Resposta silenciosa
sexta-feira, 25 de abril de 2008
ahh

“Não se pode passar a vida com um homem acomodado, horrivelmente compreensivo, eternamente terno, que não te dá nem um pretexto para discutir.”
“ Ela era a mulher que sempre procurara: verdadeira, deliciosamente complicada, substancialmente natural. Sabia ser uma amante apaixonada e uma amiga alegre. Era impulsiva, sonhadora, mas sabia enfrentar a realidade com determinação. Em suma era perfeita e ele queria-a toda para si.”
“Fechou os olhos e adormeceu, reconfortada por aquele inesperado parêntesis cor-de-rosa que tinha quebrado o cinzento do seu quotidiano.”
Morena
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Arco-íris
nao demores...

Estou aqui, e a sentir tanto,tanto a tua falta...
Onde estas? Luta, por mim, e por favor... vem!
Saudades do melhor amigo, e do simples amigo e do homem...
Saudades de ti... tantas...
Vêm...
Saudades do que sou contigo e, por ti!
nao demores, nao demores muito...
Senao tudo isto nao faz piada, nada disto faz sentido!
Preciso de ti como uma criança precisa do seu cobertor!
Preciso de ti, hoje, agora mais que nunca!
Preciso do teu amor, entrelaçado na tua amizade..
Coisas que nem sei separar! o amo.te que digo e que sempre disse... e a falta e a necessidade, tudo,e, em tudo, nao consigu seprar a amizade do resto! Amor? eu nem sei o que é amor, mas sei que preciso de ti! Preciso tanto de ti...porque afinal o meu sorriso é tao feliz contigo...e, eu preciso, quero esse sorriso!
E...e admiro.te tanto,admiro.te, entao sei que nao demoras...
Por favor...nao demores!
Aim, que sentimento que me arrebata a alma e transforma o corpo e o rosto...
Quero estar contigo,quero o que sou contigo e quero tudo, tudo a que tenho direito nesta espera sufocante...
Angel
quinta-feira, 17 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Aguardo-te, embora nem sempre te espere

"Aguardo-te, embora nem sempre te espere. Mesmo quando pretendo que nada me sejas, aguardo-te inerte, junto a mesas partidas e a lâmpadas antigas, com traças pousadas no nariz e aranhas que desfiam as suas teias por entre as minhas falanges abertas. Aguardo que te rebentes como um dique e que inundes tudo à tua passagem, ensopando terras e arrastando telhados, na torrente inevitável que será desaguares-te em mim. Serei então o declive, a descida a pique num ângulo impossível, o resvalo mais perigoso e a zona estupidamente baixa para onde encaminharás as tuas águas passadas. Aqui, onde é sempre inverno e cheira a aventuras de piratas e ao lodo das marés, ser-me-ás presente. Aguardo que tenhas frio outra vez e que entre nós se sobreponha a tonelada de roupa que então não soubemos arrancar e que tentámos aligeirar com o rendilhado da adjectivação excessiva. Mas também aguardo o contrário: que esta promessa de estio me permita roçar vagamente o ombro no teu cotovelo distraído. Aguardo-te no ar que vou farejando como um perdigueiro, no ouvido de batedor experiente que tem dias colo ao chão e neste pau de vedor que seguro entre mãos e que teima em apontar para ti. Sabes que te aguardo (embora nem sempre te espere) e que um dia virás e cairás, por fim, exausto, nos meus braços de lama e que nos amaremos por entre os destroços da enxurrada, até que alguém nos resgate."
Morena
quinta-feira, 10 de abril de 2008
x...
Fingindo que está tudo bem...

"Fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido
com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro
do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir
que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde
os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas
não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão
desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós
olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver
sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de
medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, pergunto
dentro de mim: será que vou morrer?, olhas-me e só tu sabes:
ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer:
amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um
oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga.
E o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.
Eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,
que eu amava quando imaginava que amava.
Era a tua voz que dizia as palavras da vida.
Era o teu rosto.
Era a tua pele.
Antes de te conhecer, existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.
muito longe de mim, dentro de mim..."
José Luis Peixoto
Loira
sábado, 5 de abril de 2008
Sobreposição

"Eram sete e meia.
O mais tarde que podias entrar era até às oito,
e depois das oito tornava-se reparado.
Havia ordem no mundo
e meia-hora para nós,
meia-hora que não foi como queríamos ,
meia-hora em que cada um de nós nos prejudicava, habituados que estávamos a não nos termos visto nunca.
Levámos meia-hora a combinar outra hora,
para nós,
meia-hora que afinal só começou depois de terminada,
ao despedirmo-nos até à vista.
E até tornar a ver-te eu não me senti,
nem a fome, nem a sede nem outra vontade que tu,
fiz como os poetas que apagam a realidade,
para lhe pôr outra melhor por cima."
Almada Negreiros
O mais tarde que podias entrar era até às oito,
e depois das oito tornava-se reparado.
Havia ordem no mundo
e meia-hora para nós,
meia-hora que não foi como queríamos ,
meia-hora em que cada um de nós nos prejudicava, habituados que estávamos a não nos termos visto nunca.
Levámos meia-hora a combinar outra hora,
para nós,
meia-hora que afinal só começou depois de terminada,
ao despedirmo-nos até à vista.
E até tornar a ver-te eu não me senti,
nem a fome, nem a sede nem outra vontade que tu,
fiz como os poetas que apagam a realidade,
para lhe pôr outra melhor por cima."
Almada Negreiros
Loira
quarta-feira, 2 de abril de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
Especialmente para ti Angel...

Angel, não tenhas medo de te atirares de cabeça, de agires impulsivamente na procura da tua felicidade. Não penses demasiado. Ou já te esqueceste de que "pensar é estar doente dos olhos"? Deixa-te envolver pelo momento, deixa a vida fluir, no curso natural das coisas. Por outras palavras: deixa acontecer. Sem pensar no que poderá correr bem ou mal, sem pensar no que poderá ocorrer. Não te prendas a suposições que não passam disso mesmo: suposições e instintos que nem sempre são os mais correctos. E quem te garante o que o futuro te reserva? Além disso, tens provas visíveis de que, realmente, o inesperado também acontece. Vive e aproveita os momentos de felicidade plena! Nem que seja por meros instantes...
Loira
A confusao
terça-feira, 25 de março de 2008
Viragens...

Momentos de incompletude interior que, posteriormente, se revolucionaram, substituindo-se pela indeterminação e depois, pela surpresa, pelo novo, pelo inesperado... Feita de entradas e saídas, a vida, um completo remoinho de viragens que acarrectam sempre novas sensações. Hoje, a incompletude deu lugar ao voo das minhas asas. Sim, porque hoje voltei a ser a borboleta que antes voava. E tu, o anjo que me acolheu na mão e que num sopro consertou o que me permitia chegar ao Sol. Graças a ti, ainda hoje sou capaz...
Loira
quarta-feira, 5 de março de 2008

Cada vez que olho a porta, ainda espero vê-la abrir-se e surgires no umbral.Com o teu sorriso. A tua voz cálida.
Tento fingir que apenas estás fora e que voltas um destes dias, de surpresa.
A saudade aperta...Quero lembrar-me de tantos momentos, de tantos gestos. Eles surgem de forma atropelada, sem sequência. Mas instalam-se no meu pensamento e acompanham-me sempre.
Todos os dias.
Todas as horas.
Todos os minutos.
Dentro de mim.No pensamento e no coração.
Terás um sorriso. Mesmo que seja um sorriso triste.
E repito agora o que tantas vezes direi ainda.
Amo-te, tanto Pai…
Tento fingir que apenas estás fora e que voltas um destes dias, de surpresa.
A saudade aperta...Quero lembrar-me de tantos momentos, de tantos gestos. Eles surgem de forma atropelada, sem sequência. Mas instalam-se no meu pensamento e acompanham-me sempre.
Todos os dias.
Todas as horas.
Todos os minutos.
Dentro de mim.No pensamento e no coração.
Terás um sorriso. Mesmo que seja um sorriso triste.
E repito agora o que tantas vezes direi ainda.
Amo-te, tanto Pai…
Amo-te, tanto mae...
Morena
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