sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Do outro lado


Levanto-me e caminho, cambaleante.

"Para onde?" - Perguntas.

Não sei.

Sem rumo, vou.

Sinto o peso da responsabilidade que me atira contra o chão. Deixei de ser criança?

E se a rota que desenho for indício disso mesmo: de que cresci? E se no final dessa rota encontrar um mundo de dúvidas, hesitações e escolhas (irreversíveis)?

Então não quero ir!

Não quero deixar o chão imaculado do meu mundo colorido.

Não quero deixar de ser criança.

Ahhhh! Poder sonhar como sonham as crianças. Poder rir como riem as crianças. Poder brincar e brincar.

Não vou. Tenho medo.





Loira

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