
Levanto-me e caminho, cambaleante.
"Para onde?" - Perguntas.
Não sei.
Sem rumo, vou.
Sinto o peso da responsabilidade que me atira contra o chão. Deixei de ser criança?
E se a rota que desenho for indício disso mesmo: de que cresci? E se no final dessa rota encontrar um mundo de dúvidas, hesitações e escolhas (irreversíveis)?
Então não quero ir!
Não quero deixar o chão imaculado do meu mundo colorido.
Não quero deixar de ser criança.
Ahhhh! Poder sonhar como sonham as crianças. Poder rir como riem as crianças. Poder brincar e brincar.
Não vou. Tenho medo.
Loira
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