
Rio devagarinho, hoje.
Desculpa-me. Não posso controlar a vontade ascendente de te dizer "bem feita". E, agarrado a isso, vem um riso do fundo que te diz "foi-te dada a oportunidade". Não sabes da minha reacção fria e cruel, mas entendes se eu for arrogante.
Mudança. Trocas e trocas que na vida há ao compasso das voltas do globo terrestre.
Transformações.
E assim como a noite se torna dia, também na tua consciência se fez o raiar de um novo eu. Digo, talvez. Talvez, afinal, seja o teu velho eu que se endireitou após os tombos que foste dando no caminho para a montanha que se revelou um precipício. Ainda conseguiste dar o passo atrás. Ainda tiveste tempo e alguém que te puxasse e que te salvou. E sabes que mais? Ainda bem, apesar do meu riso frio e cruel.
Agora, aos poucos, vais-te restabelecendo, mas não esperes que te trate as feridas.
Não te vou pedir desculpa, I.
Loira
Sem comentários:
Enviar um comentário