
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009

Já sou quem tu queres que eu seja,
Tenho emprego e uma vida normal.
Mas quando acordo e não sei
Quem eu sou, quem me tornei
Eu começo a bater mal.
O teu bem faz-me tão mal!
Já me enquadro na tua estrutura.
Já me enquadro na tua estrutura.
Não ofendo a tua moral.
Mas quando me impões o meu bem
Eu ainda sinto aquém.
O teu bem faz-me tão mal,
O teu bem faz-me tão mal!
Sei que esperas que não desiluda,
Sei que esperas que não desiluda,
Que por bem siga o teu ideal.
Mas não quero seguir ninguém
Por mais que me queiras bem.
O teu bem faz-me tão mal,
O teu bem faz-me tão mal!
Sei que me vais virar do avesso
Sei que me vais virar do avesso
Se eu te disser foi em mim que apostei.
Não, não é nada que me rale
Mesmo que me faças mal.
Do avesso eu te direi:O teu mal faz-me tão bem!
Muda-se, devagarinho. Morena
sábado, 15 de agosto de 2009
Fechado para Salvação
Escrever. Escrever. Escrever. Ah! Que querer hoje! Inexistência de vocábulos. E criatividade. E dos anos que passaram.
Metamorfose regressiva, esta! Jogo de palavras difícil, confuso. Exercício mental complexo. Emaranhado de cores, formas e linhas imaginárias que teimam na ausência de harmonia. Respiração profunda, em arfadas de ar incompletas e urgentes. Sede de metafísica.
Incompreensão coerente, em linha recta. Apogeu decadente, na escala de um tempo contínuo, constante, proporcional.
Apocalipse.
Loira
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Texto em Introspectiva I

Faz agora treze dias após o meu aniversário. Em introspectiva, estou igual. Mais velha, mas igual. Qualquer dia aparecem as primeiras rugas, os primeiros sinais do declínio. Não porque estou perto, mas porque o tempo foge. Todos os bons momentos se dissipam facilmente e surge um sentimento de impotência por não o conseguirmos parar, por não podermos permanecer num momento para nós memorável, por não podermos injectar-lhe uma poção de imortalidade. Todos eles, tal como nós, acabam por morrer. Todos esses momentos acabar-se-ão por se dissolver como espuma de água salgada. Mas por agora estou igual. Tal como todos os momentos que guardei em mim.
Loira
Loira
terça-feira, 4 de agosto de 2009

"Ele está em Santa esta noite e de certeza que vai aparecer por aqui. Aliás, já cá estão os amigos dele. Vais ter que resistir aos primeiros olhares dele, ignorá-lo como se fosse um idiota. Não pareças, no entanto, demasiado distante. Ele vai continuar a olhar para ti e tu, obviamente gostas que isso aconteça. Quando perceberes que o copo dele está quase vazio, vai ao balcão pedir uma bebida para ti. Ele sorri-te, sorri-lhe de volta, diz-lhe boa noite. A noite vai começar nesse preciso instante"
Santa Cruz, 2009
M&L
quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sensaçao de cansaço, exaustao. Sensaçao se der mais rebenta,não pela permanencia, mas simplesmente pelo cansaço. Sensaçao de maos tremulas a cair e de olhos a fechar ou a abrir para aproveitar a vida. Precisa-se de Férias. Urgentemente, cravadamente, sufocadamente de ferias. Controvercia entre verao, praia, sol, sorrisos, leveza e estudo, paredes, responsabilidade, peso desta, peso do tempo da vida a passar.
Completa exaustao, fartura.
morena :\
terça-feira, 16 de junho de 2009

"Obrigada por teres resistido ao sono. Por te ter tido um pouco mais. Por teres cantado e por não teres feito comentários sobre as minhas mãos escorregadias (desajeitadas, nervosas). A certa altura, tive receio que ouvisses o meu coração. Ele batia tão descompassadamente que achei que o ouvirias. Fingi não ter visto que quiseste ficar ao meu lado, mas vi. E senti-me inchada como um balão prestes a explodir. Feliz, feliz. Feliz, meu amor. "
"Porque te penso todos os dias, sem excepção.Porque me disseram que isto é um diário.Porque sem ti, as minhas mãos vazias ficam sem nada."
"Quanto te revi, o mundo parou. Estava atrasada, impaciente sem o demonstrar, cheia de vontade de te olhar nos olhos uma vez mais. Quando cheguei, não quis parecer ansiosa, mas todo o meu corpo te pressentia e olhei logo na direcção certa. E ali estavas tu, com um sorriso. Vieste na minha direcção e deste-me um beijo abraçado. Como posso não ter previsto esse abraço? Se eu mesma me disse que um dia te perguntaria há quanto tempo não abraçavas a minha roupa? Mas tu não abraçaste apenas o que eu vestia. Abraçaste-me a mim e à dor que sabes que senti este tempo todo. E uma vez mais, sem que isso me surpreendesse, dissipaste-me todas as ansiedades. Se houvesse momentos que pudessem cristalizar-se no tempo, o do teu toque seria um deles. "
"Perdi-me no beijo que me sopraste. "
"Só sei que sou mais alta quando estás por perto."
Estou feliz.
Gosto de ti
"Mas agora vou parar, está bem? Já é noite cerrada e tenho que ir sonhar contigo."
Morena
domingo, 31 de maio de 2009
Para ti, Morena

- "Tu gostas de me ouvir falar sobre as coisas triviais da minha vida. Só por ser eu. Agradeço-te muito. És uma esplêndida audiência! Para ti MBMD" - A.
- "Por ter tido o prazer de (...) nos tornarmos Amigas e companheiras de guerras triviais em batalhas de quotidiano. E termos a certeza que vai continuar!" - D.
Lembras-te?
Continua a fazer-me tua audiência. Só mudou a sala. O público continua o mesmo.
- "Por ter tido o prazer de (...) nos tornarmos Amigas e companheiras de guerras triviais em batalhas de quotidiano. E termos a certeza que vai continuar!" - D.
Lembras-te?
Continua a fazer-me tua audiência. Só mudou a sala. O público continua o mesmo.
P.S. I Love You
P.P.S. Para mim, serás eternamente Cristina.
Loira
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Para ti, homem

"Se os homens nos derem uma boa razão, nós somos capazes de colocar qualquer inibição de lado. Isto porque nós, mulheres, queremos-te a ti, o homem certo.
Nós ouvimos cada mensagem que os homens mandam, intencionais ou não. Então a tua atitude é importantíssima.
Nós queremos que um homem demonstre uma certa ansiedade, mas não desespero. Nós queremos que os homens acreditem neles mesmos e nos demonstrem porque deveríamos acreditar neles. Nós queremos que os homens sejam espontâneos, mas também alguém com quem possamos contar."
Loira
quinta-feira, 7 de maio de 2009
I just wanna be me

Older chests reveal themselves
Like a crack in a wall
Starting small, and grow in time
And we all seem to need the help
Of someone else
To mend that shelf
of too many books
Read me your favourite line
Papa went to other lands
And he found someone who understands
The ticking, and the western man's need to cry
He came back the other day, yeah you know
Some things in life may change
And some things
They stay the same
Like time, there's always time
On my mind
So pass me by, I'll be fine
Just give me time
Older gents sit on the fence
With their cap in hand
Looking grand
They watch their city change
Children scream, or so it seems,
Louder than before
Out of doors, into stores with bigger names
Mama tried to wash their faces
But these kids they lost their graces
And daddy lost at the races too many times
She broke down the other day, yeah you know
Some things in life may change
And some things they stay the same
Like time, time, there's always time
On my mind
So pass me by, I'll be fine
Just give me time,
Time, there's always time
On my mind
Pass me by, I'll be fine
Just give me time
"Older Chests", Damien Rice
(Aos Meus. Amo-vos.)
Loira
domingo, 3 de maio de 2009

Nasces. Tens um longo caminho pela frente. A estrada é, na maior parte das vezes, íngreme e entrecortada por vales e falsos desvios. Pedes ajuda ao forasteiro descalço que passa. Não o conheces, nada sabes sobre ele. Depositas-lhe um voto de confiança como forma de gratidão por te ter ajudado quando estavas parado naquela estrada. E continuas o teu caminho, mas com o teu novo amigo. Já não sabes para onde vais ou para onde queres ir. Agora queres traçar novos rumos, já não contas apenas contigo.
Ambos! Ambos desbravam trilhos, abrem fileiras. Conhecem o novo, fazem pactos, prometem sonhos, experienciam o desagrado de uma profunda ferida aberta. Ambos. Não tens que o fazer sozinho. Continuas o teu caminho e a ferida por sarar. Eis que os dois, em uníssono, entram por terras inóspitas. Mudam agora as vossas metas em caminhos inesperados. E assim continuam, sempre em frente, como se nada vos detivesse. Caminham. Até ao dia em que a ferida que sarara, voltará a abrir.
Não o podes deixar para trás.
Ambos! Ambos desbravam trilhos, abrem fileiras. Conhecem o novo, fazem pactos, prometem sonhos, experienciam o desagrado de uma profunda ferida aberta. Ambos. Não tens que o fazer sozinho. Continuas o teu caminho e a ferida por sarar. Eis que os dois, em uníssono, entram por terras inóspitas. Mudam agora as vossas metas em caminhos inesperados. E assim continuam, sempre em frente, como se nada vos detivesse. Caminham. Até ao dia em que a ferida que sarara, voltará a abrir.
Não o podes deixar para trás.
Loira
quinta-feira, 30 de abril de 2009
X vs Y

Hoje precisei de movimento. Dinâmica, música, contornos, luz. Mas vi sombras, ainda que coloridas, mas sombras. Precisei de me encontrar. Aqui e ali, encontrar-me simplesmente. Em vão, porque vi sombras. Quero elevar-me. Ser mais alta, estar em pontas, fazer lifts. E se me não for possível o palco das artes, de pés descalços, que me seja o palco cirúrgico, de bisturi na mão.
Loira
terça-feira, 28 de abril de 2009

"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanha da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver."
Poema de Fernando Pessoa
Poema de Fernando Pessoa
Saudade...
Morena
segunda-feira, 6 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
E depois de dias como este, como esses, a revolta

Nem sempre és boa naquilo que fazes. Não és perfeita todos os dias. Cansa sê-lo! E aí, quando há tempo e espaço, tiras folga para deixares ser quem és. Mas nesses dias descobres que o que és é o que fazes contigo e que não existem folgas para quem vive. E causas o fim da vida de alguém. Nem que seja o teu! E há que ser bom! Tens que o ser! Tenho que o ser...
Loira
quarta-feira, 11 de março de 2009
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"Um dia, iremos ficar a conversar pela noite fora, sempre que queiras. Falaremos sobre tudo aquilo que não tivemos tempo de falar, sobre as nossas vidas, sobre as nossas lágrimas, sobre o muito que nos custou ficar sem ti, sobre as memórias e as fotografias, os sorrisos. Ficaremos por aqui, sem pressa, como se tivessemos estado sempre debaixo do mesmo céu. Um dia, encontrar-nos-emos algures para esta conversa, sem que as perdas sejam cicatrizes."
Morena
Estrada

"Fazes-te à estrada, preparado, o cantil com água, talvez, a sede à espreita. A estrada é a saída, já o sabes há muito. Sabes que, à tua volta, o ar está seco, como a terra debaixo dos teus pés. Vês no espelho o desalento, observas as lágrimas que lentamente escorrem pela tua face, desafiando a gravidade e teimando em percorrer o máximo de pele antes de cair no chão. Vês, pelo espelho, a estrada nas tuas costas e avanças. Sabia que não terias medo, que chegado o momento, serias tu a desafiar as leis da física e a trocá-las pelas do desespero, queda por palavras, terra seca por tempestade violenta, vida por sonho, certezas por amor. Sabia que serias capaz de voar, apenas porque nunca quiseste olhar para o chão olhos nos olhos. Sabia que partirias um dia Apenas não queria que tivesse sido hoje. "
Morena
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Duas, três, quatro vezes. Entro e saio simplesmente. Não levo, não deixo. Sou apenas eu com os meus silêncios. No cair da noite, na imensidão de uma casa vazia de cheiro a novo, nada tenho a dizer. E custa. Dói querer navegar e não ter navios, num mar que evapora com o fumo de um cigarro. Cada vez mais.
Perco-me. Desculpa.
Loira
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Reflexao,objectivos

Novo e ao mesmo tempo nem uma virgula se colocou. Nada se alterou visivelmente, mas existe um novo.
Com esse novo pode não vir mais, absolutamente mais nda, mas vem uma reflexao sobre o suposto ano novo, vem o refletir do que fizeste para tornar o antigo importante e o que contriuis para ainda conseguires, dia após dia abrir subtivelmente ou agressivamente os labios.
Fiz isso. Incrivelmente às vezes percebes que andaste sem objectivos à um longo tempo, simplesmente ias indo e neste novo que não serve para mais nada a não ter-se tempo e oprtunidade de se pensar coisas que noutras ocasioes não farias percebes que andas sem rumo. Objectivos. é bom a existencia deles...não só é bom a existencia de sonhos mas ter objectivos faz-te fazer algo para, deviamos fazer dos sonhos sempre objectivos, sempre metas aonde vais conseguir chegar.
neste novo há agora uma ansiedade por objectivos, mesmo que ainda não esclarecidamente definidos. Há alguns que se formam claros, mesmo sem o teu consentimento e te invadem e te fascinam e te fazem mover e agir.
Há objectivos a sairem da penumbra e a se formarem. e eles tem pernas, tem braços e tem poder!
morena
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