domingo, 3 de maio de 2009


Nasces. Tens um longo caminho pela frente. A estrada é, na maior parte das vezes, íngreme e entrecortada por vales e falsos desvios. Pedes ajuda ao forasteiro descalço que passa. Não o conheces, nada sabes sobre ele. Depositas-lhe um voto de confiança como forma de gratidão por te ter ajudado quando estavas parado naquela estrada. E continuas o teu caminho, mas com o teu novo amigo. Já não sabes para onde vais ou para onde queres ir. Agora queres traçar novos rumos, já não contas apenas contigo.
Ambos! Ambos desbravam trilhos, abrem fileiras. Conhecem o novo, fazem pactos, prometem sonhos, experienciam o desagrado de uma profunda ferida aberta. Ambos. Não tens que o fazer sozinho. Continuas o teu caminho e a ferida por sarar. Eis que os dois, em uníssono, entram por terras inóspitas. Mudam agora as vossas metas em caminhos inesperados. E assim continuam, sempre em frente, como se nada vos detivesse. Caminham. Até ao dia em que a ferida que sarara, voltará a abrir.
Não o podes deixar para trás.






Loira

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