sábado, 9 de janeiro de 2010

A Precisar de Resgate


Saudades do antes. Do que tive e já não tenho. Deixa o impasse, a esperança de voltar a ter. Saudades do que passou, de tudo o que foi e já não é mais. Saudades de ti, de todos, de tudo. Quando pensamos que apesar de tudo vai melhorar, há a lembrança de momentos partilhados, o sabor de todos os risos, o som de toda a alegria, o olhar de companheirismo e entreajuda. Tornamo-nos frágeis e, por algumas vezes, isso dificulta que seja melhor do que aquilo que já foi. E o novo, que podia ser bom, traz o travo amargo da saudade. Quero todo o meu antes. Salva-me.







Loira

4 comentários:

angels disse...

Ai é tanta saudade, é p'ra matar!

Nada morre,nada de esquece. Tambem tenho saudades de momentos, pessoas lugares, tempos, cheiros.

Morena

Anónimo disse...

traz*

Anónimo disse...

A saudade... essa lembrança nostálgica e carinhosa de um bem especial que está ausente, acompanhada de um desejo incessante de revê-lo ou possui-lo. Mas nem sempre podemos rever ou possui-lo. É então que a Saudade começa a sufocar. Vai-nos consumindo aos poucos. Lentamente… Fazemo-nos de fortes mas acabamos por nos deixar invadir por ela. Surgem as recordações, as lágrimas, a dor, a amargura, a raiva… Surge a ausência. O vazio. O silêncio.

Hoje vivo paralelamente à Saudade. Aprecio as trocas de olhares. As discussões. O que ela provoca em mim. Permite-me descobrir os meus limites. A Saudade pode ser doentia, mas não mata. E o que não nos mata, torna-nos mais fortes.

Gostei muito desta tua entrada e resolvi responder com um pequeno texto sobre o mesmo tema... :)

Sara C.

angels disse...

O problema é que a Saudade é o que nos prende ao passado e enquanto lá estivermos a nossa vida não avança e os dias são iguais a todos os dias, porque vivemos hoje a lutar para que seja igual ao que já foi. Se trouxer lágrimas, talvez seja a consciência a dizer que já passou e a mentalizar-se de que o melhor que temos a fazer é seguir. De qualquer forma, se o arrependimento é tão forte ou se a vontade de ter o que já passou é tão grande, há sempre volta a dar.
Podes escrever sempre o que quiseres, quando quiseres ;)

Beijinho, Sara

Loira