Quantas vezes desejei que fosses parte dos meus sonhos reais. Quantas vezes quis que chegasses inesperadamente, que com a tua mão forte me agarrasses e me levasses sem destino. Quantas vezes tentei entrar no teu castelo e quantas vezes não estavas para me abrires a porta.
Quantas vezes imaginei os teus passos e quantas vezes me pareceu ouvir a tua voz. Quantas vezes a quis ouvir!
Quantas vezes te quis comigo.
Quantas vezes pensei em ti e quantas vezes me reprimi por isso.
Quantas vezes o amor-próprio deveria bastar, para não nos lembrarmos de quantas vezes fomos incompletos.
Loira

