quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sobre o crime


"O crime é sermos demasiado pequenos ou demasiado grandes, é trairmos as nossas vontades, é esquecer quem somos e o que fazemos. O crime é esquecer a maldade, a doença e a fome. O crime é vestirmos seda sobre corpos de pedra, é virarmos a cara para não ver. O crime é também não chorar, não sofrer, não ter medo de morrer, de deixar morrer."



Olga Roriz





Loira

terça-feira, 20 de maio de 2008


A vida pode nao ser perfeita, mas nao vale a pena tanta "revolta"
...
Morena

quarta-feira, 14 de maio de 2008

vestígios de Paixão



"A cidade está deserta


E alguém escreveu o teu nome em toda a parte



Nas casas, nos carros,


Nas pontes, nas ruas...

Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura

Ora amarga, ora doce


Para nos lembrar que o amor é uma doença


Quando nele julgamos ver a nossa cura..."





"Ouvi dizer", Ornatos Violeta





Loira

domingo, 11 de maio de 2008



"Observo os teus olhos... secos, já vazios de lágrimas gastas, de lágrimas perdidas num tempo ...vazio... perdidas em busca de alguém que não existia fora da tua imaginação... fora desse teu desejo imenso de ser feliz, de ter alguém que te ame… Regressas cambaleante do pequeno desvio onde te encontravas para o teu caminho, ainda a pensar no que perdeste... de ganhar…? de ser feliz…? de sentir paixão...? Quando provavelmente devias era pensar no que ganhaste por nunca te teres perdido para alguém que não existe e que nem te vê...





Como eu."


Morena

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Cativas-me...






"se me cativares
e se eu te cativar
não perderás
a tua maravilhosa
e temerária



liberdade
ou o ar
que respiras,
que não foi perdido,
mas encontrado,




depois de cativado
e de corpo
inteiro,
em silêncio,
conseguirás
encontrar-me,


e eu,
finalmente,
ter-te-ei
encontrado."

Loira

quinta-feira, 8 de maio de 2008

preciso de ti




"Preciso de ti. Por nenhuma razão em especial. Apenas por tudo, apenas por nada. Preciso desse sorriso, que se te acende no rosto e me ilumina os dias. Preciso de me encontrar no brilho dos teus olhos faroleiros que me fazem rumar ao cais onde te escondes. Preciso de ti… de deitar a cabeça no teu peito e ouvir o tic tac de um coração que trabalha com a precisão de um relógio suíço. Preciso de te ouvir gemer baixinho o meu nome em doces ecos surdos. Quero adormecer no teu colo e repousar em ti este permanente cansaço. Preciso de ti… porque a minha alma já não me pertence, abandonou-me e habita descaradamente na tua. Preciso que abandones todos os medos e dúvidas e que te deites ao meu lado, que me abraces de forma carinhosa e protectora. E amanhã, quando eu acordar… preciso que estejas exactamente no mesmo sítio."


Morena